Mesmo com Selic a 13,25%, mercado imobiliário segue em alta no Brasil

 Os especialistas Daniel Claudino e Heitor Kuser analisam fatores que impulsionam o setor apesar dos juros altos





Mesmo diante da taxa Selic elevada, atualmente em 13,25% ao ano, o mercado imobiliário brasileiro continua em expansão. Em 2024, o setor registrou um crescimento superior a 20%, reafirmando seu papel como uma opção segura e estratégica de investimento a longo prazo. A política monetária do Banco Central, ao manter os juros elevados para controlar a inflação, impacta diretamente o crédito imobiliário, tornando os financiamentos mais caros. No entanto, o setor tem flexibilidade e se beneficia de outros fatores econômicos.

Para o analista e escritor sobre mercado imobiliário Daniel Claudino, a influência da Selic tem impacto no setor, mas de forma relativa. “No longo prazo, ela afeta o ânimo das incorporadoras e construtoras na produção de novas unidades habitacionais. Porém, a compra e venda de imóveis prontos são mais influenciadas por fatores como a taxa de desemprego, que está em baixa”, afirma.

Outro ponto positivo, segundo o analista, é a inflação moderada dos imóveis. "No mercado imobiliário, a inflação é mais benéfica que a deflação, pois gera a percepção de valorização dos imóveis para investidores e compradores. Além disso, no Brasil, a portabilidade de financiamento permite que o comprador adquira um imóvel com juros altos e, após um ano, transfira o financiamento para uma taxa menor, estimulando novas compras”.

Já para o especialista em mercado imobiliário Heitor Kuser , o crescimento do setor ocorre mesmo em cenários de juros altos. "O motivo é simples: todo o mundo precisa de moradia. Quando os juros aumentam, surgem oportunidades. A princípio, as vendas podem sofrer um impacto, mas isso ajusta preços e condições dos vendedores. O desafio é encontrar compradores aptos a fechar negócios nessas condições, mas eles existem."

Apesar do ambiente de juros elevados, o setor imobiliário segue sólido, impulsionado pela demanda constante, valorização de ativos e estratégias financeiras que permitem aos compradores e investidores driblar os desafios econômicos. Especialistas da área acreditam que o setor seguirá crescendo em 2025 por impulso, principalmente, da constante demanda por moradia e valorização dos imóveis no Brasil. 


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